Trivial e Sublime

Capa2

“Tudo pode ser página. Depende apenas da intenção de descoberta do nosso olhar.” 
(Mia Couto)

Saia na janela, olhe e ouça tudo o que te cerca. Perceba o que está diante dos olhos, analise os detalhes, pesquise sobre aquilo que permaneceu incompreendido. Sinta-se presente, presenteie-se. Viver não é apenas escorregar pela existência dentro de rotinas sufocantes, milimetricamente tabeladas, muito menos passar alheio a toda a realidade, somente consumindo ar, água, comida e o tempo que resta. Rumine o que se passa, sim!, mastigue escritos, falas e intenções, prove que você não está apenas existindo, traga para o seu dia o aqui e o agora, viva.

Não é possível sempre dar a resposta certa, atender todos os protocolos ou opinar de maneira infalível, mas também não é aceitável deglutir a vida como ela nos é apresentada. É preciso digerir, tentar ajustar as lentes e buscar sentido em meio a tantas atividades, saudades e projeções. Por enquanto, ficamos tentando driblar o ruído de tanta informação, peneirando conteúdos e nadando muito para dizermos que estamos aqui, tentando nos manter conscientes.

Este pequeno livro de textos curtos, poemas mancos e observações privadas é decorrente de um sonho do meu caderno de resoluções para a vida, que aliado à prece, ao incentivo e horas de trabalho teve meios de figurar no plano físico. Aqui há a profundidade de percepções internas, memórias e epifanias. Há também leveza e despretensão, em jogos de palavra e observações do cotidiano. Afinal, é de transcendência e rotina que somos feitos.

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